29 de setembro de 2010

TRANSBORDANDO...


Ela amanhece.
Inspira o ar que ainda lhe resta
Do peito, pela boca,
Em vocábulos noturnos.
E, em caos, expele
Os cacos de sonhos.

Soluça e suspira.
Debruça e espia
As voltas do mundo
Em restos de raios do sol.

O vento esbarra na folha seca
Do outono que não se despede.

Ela e, não ele,
Limpa o vinho derramado.
Ergue vazia a taça de fel.
E ela e, não ele,
Dança, dança, dança,
E arruma as tranças,
E trança e trança,...

Finalmente,
Injeta da cápsula
A overdose de vida...

E, amanhece!...
É outro dia!

E, ela soluça e suspira.
Debruça e espia
As voltas do mundo
Sob um resto de lágrima...

Ela se espicha e amolece.
Inspira o ar que ainda lhe resta.
Expele os cacos de sonhos
Das bocas dos fantasmas noturnos...
Esbarra em secas folhas
Do outono que não se despede.

E ela, sem ele,

Amanhece!
(Val,...momento de ...Val,...em,...Val,...somente)

Um comentário:

Espaço Aberto disse...

Você esteve conosco em nossa postagem coletiva. E o som de seu coração foi ouvido.
Obrigada por sua participação!
Um abraço carinhoso