14 de novembro de 2013
ELA
Inspira o ar que ainda existe
- Ares noturnos -...
Expele sonhos em cacos,
- Caos sem retornos -...
(Ela soluça e suspira,
Debruça sob nuvens
Envolta em desencantos.)
Ela –e, não ele,
Em folhas secas
-Outono que não se despede-....
Ela - e, não ele,
Enxuga o vinho derramado
Observando duas taças vazias.
Ela - e, não ele,
Trança uma pétala em outra,,
Dança um olhar no espelho.
Ela – e, não ele,
Inspira a manhã
Destemida e amanhece...
Ela.
(Val)
19 de abril de 2012
31 de julho de 2011
28 de maio de 2011
CORAÇÃO RESSUSCITADO(recriação)
Repouso meu coração
À beira do tempo...
-Descanso necessário.
Momento de cicatrização.-
E o tempo não acolhe,
Não cuida, não estanca,
Não perdoa, nem lamenta.
Apenas se lança à frente.
Impiedoso, apressado,
Irreverente...
Recolho meu coração
Da beira do tempo...
Regresso à plenitude de mim,
Rompendo a placenta do medo
Com fúria de feto valente
Saído da escuridão e silêncio...
Encontro a outra margem do tempo
Onde reverencio e repouso
Um coração ressuscitado.
(Val)
22 de abril de 2011
11 de fevereiro de 2011
BELIEVE ME

BELIEVE ME
Preciso que tu saibas
Das pendências e do pêndulo
Que não desiste de chamar-te
Para junto da semente...
Preciso conversar de amor,
Do carinho e do cheiro,
De ti e contigo...
Dá-me uma chance de reconstruir ou
Destruir de vez
A sensação de falência múltipla
Dos sentimentos...
Dá-me a ti por alguma eternidade?
Devolvo-te à próxima esquina...
Believe me!
Preciso que tu saibas
Das pendências e do pêndulo
Que não desiste de chamar-te
Para junto da semente...
Preciso conversar de amor,
Do carinho e do cheiro,
De ti e contigo...
Dá-me uma chance de reconstruir ou
Destruir de vez
A sensação de falência múltipla
Dos sentimentos...
Dá-me a ti por alguma eternidade?
Devolvo-te à próxima esquina...
Believe me!
(VALéria CRIStina) - Ontem ...
2 de fevereiro de 2011
AMÉM
Dá-me forças, Senhor,
Para erguer o peso do tempo,
Subir as escadas do inevitável,
Não machucar nas pedras
Os pés que tanto buscam,
Tropeçam e, humildemente,
Enxugam a dor do cansaço
Num rastro de algum momento
E continuam tropeçando,
Feridos e muito cansados...
Livra-me, Pai, daquele espinho
Que mais me fere.
Amém!
(VALéria CRIStina)
27 de dezembro de 2010
24 de dezembro de 2010
22 de dezembro de 2010
Preciso correr!
20 de dezembro de 2010
CREPÚSCULO
Não sei se assumo o cansaço ou
Se insisto em erguer
A taça e bebo o vinho...
Nem sei se me empolgo,
Divirto-me ou
Deixo como está: mormaço...
Acostumando-me a ninguém,
Aceitando doses de ‘nada’,
Delicadamente e simplesmente
Assumindo o ‘assim é’...
Não sei se já soube
E, já nem sei se hoje sei,
Ou se, por mais algum instante,
Será...
Viajo na embriaguez,
No dilúvio de nós dois...
Admitindo o fato
Irremediavelmente consumado,
Ancorando a solidão
Do barco sem remos
E velas amareladas
À sombra, no cais,
No anoitecer de águas turvas e
Silenciosas...
Se insisto em erguer
A taça e bebo o vinho...
Nem sei se me empolgo,
Divirto-me ou
Deixo como está: mormaço...
Acostumando-me a ninguém,
Aceitando doses de ‘nada’,
Delicadamente e simplesmente
Assumindo o ‘assim é’...
Não sei se já soube
E, já nem sei se hoje sei,
Ou se, por mais algum instante,
Será...
Viajo na embriaguez,
No dilúvio de nós dois...
Admitindo o fato
Irremediavelmente consumado,
Ancorando a solidão
Do barco sem remos
E velas amareladas
À sombra, no cais,
No anoitecer de águas turvas e
Silenciosas...
(VALéria CRIStina)
2 de dezembro de 2010
ONDE ESTÁ A POESIA?
Onde está a poesia?
Procuro porque de mim
Cobram a tua existência...
Não imaginam o ‘parto’,
Nem as sequelas e cicatrizes.
Apenas cobram-te ‘em’ e ‘de’ mim...
Debruço-me naquele riacho.
Em meio a folhas agarro os galhos
[- secos e frágeis - ...],
Ergo ao azul a certeza do teu nascimento...
E, a mim, chegas fragilizada,
Minha poesia em versos reticentes.
Irreverente, ergo-te numa Estrofe Maior!!
Louvo-te, pois és única!
Única por que és minha!
És minha doce fração de existência!
És triste, hoje, em gota de uma lágrima...
Mas, o amanhecer espera-te
No berço, na sonoridade dos versos,
No mais-que-perfeito estilo,
Em modo e tempo...
Chega, minha poesia!!!
Teu é meu coração
Em berço de Paz...
(VALéria CRIStina)
Procuro porque de mim
Cobram a tua existência...
Não imaginam o ‘parto’,
Nem as sequelas e cicatrizes.
Apenas cobram-te ‘em’ e ‘de’ mim...
Debruço-me naquele riacho.
Em meio a folhas agarro os galhos
[- secos e frágeis - ...],
Ergo ao azul a certeza do teu nascimento...
E, a mim, chegas fragilizada,
Minha poesia em versos reticentes.
Irreverente, ergo-te numa Estrofe Maior!!
Louvo-te, pois és única!
Única por que és minha!
És minha doce fração de existência!
És triste, hoje, em gota de uma lágrima...
Mas, o amanhecer espera-te
No berço, na sonoridade dos versos,
No mais-que-perfeito estilo,
Em modo e tempo...
Chega, minha poesia!!!
Teu é meu coração
Em berço de Paz...
(VALéria CRIStina)
1 de dezembro de 2010
18 de novembro de 2010
REVIRAVOLTAS
4 de novembro de 2010
PROFUNDAMENTE SIMPLES

Eu amo porque te amo...
Sabes?
Estou por aqui...
Desdobrando as dobrinhas do lençol,
Arrematando a bainha que desarRUMOU,
Alinhavando aquela camisa que desalinhou,
Reforçando as linhas do botão,
Acariciando o tecido...
Tecendo sonhos perfumados de ti...
Lembras?
Que eu prometi endireitar
Aquilo que desagradava a ti?
Então?
Estou por aqui...
Ainda desatando as pendências...
Amadurecendo os fatos,
Vibrando nas fotos,
Desdobrando as dobrinhas do lençol,
Arrematando a bainha que desarRUMOU,
Alinhavando aquela camisa que desalinhou,
Reforçando as linhas do botão,
Acariciando o tecido...
Tecendo sonhos perfumados de ti...
Então?
Estou por aqui...
(VALéria CRIStina)
(Pura metáfora!)
1 de novembro de 2010
METALINGUAGEM ( * )

Vai!
Desaba em tuas entrelinhas
O ‘talvez, o ‘quem sabe?’ ...
Vai!!
Deixa-me aqui em vírgulas,
Em breves instantes de indecisão...
Momentos plenos de amanhã,
Atitudes e sentimentos prováveis...
Vai!!
Não argumente!!
Desconstrói!!
Detona!!!
Quebra a métrica!!
Ignora a rima!!!
Grita teu abandono!!
Cospe no beijo!!
Vomita nas asas do anjo que foste.
Abandona o sonho!!!!
E,...
Vai!!
Rompe os extremos!!
Afoga as delícias de ontem,
Naufraga nesta tua busca falível...
Vai!!!
Sobe no palco!!!
Busca tua platéia!!
Divirta-te em tuas emoções
Fragilizadas, vencidas,
Inconseqüentes, mesquinhas ...
Ilusões pobres e mascaradas!!!
Vai!!
Teu mundo é neutro
Como o mormaço
Que fizeste de nós....
Vai !!
Viva !!
Eu vou!!
Eu vivo!!
Nas vírgulas, nos parênteses,
Nas interjeições...
Eu,...Eu??
Eu vivo, sim!!!
A vida me reescreve...
Ponto.
Parágrafo.
( * ) a palavra explicando a palavra
(VALéria CRIStina)
Hoje...Só,...por hoje....
24 de outubro de 2010
POETISA NUA
Conto quantos contos conto
Na esperança de desencontrar
O desencanto...
Que desfaz em mim
O dom, o tom,
A cor da poetisa
Emaranhada no desconforto
Desse descanso não opcional...
Versos, rimas, métricas,
Eu lírico??
Onde??
Nos contornos do ser falido,
Na falsa transparência
Do ser mal feito
Nas turvas curvas sem caminhos.
E, lá por longe,
Foi-se a poesia
Sem sandálias e versos,
Despida e desencantada...
A poetisa nua
Em versos de dor...
Dolorosas verdades...
(VALéria CRIStina)
(Noite,...outubro/2010,...Vazio....)
16 de outubro de 2010
HOJE

Como é difícil ‘transbordar’ com coerência...
Hoje, a poesia é passado.
A lágrima alaga o que é.
Como é difícil transbordar com ‘bom senso’...
Silencio.
E, em silêncio,
Derramo versos calados.
A rima já se desfez.
O céu é distante demais.
As estrelas não brilham.
A lua dorme.
Como é difícil transbordar
Em silêncio...
(Hoje,..SÓ Valéria,...SÓ...)
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