28 de maio de 2011

CORAÇÃO RESSUSCITADO(recriação)



Repouso meu coração
À beira do tempo...

-Descanso necessário.
Momento de cicatrização.-

E o tempo não acolhe,
Não cuida, não estanca,
Não perdoa, nem lamenta.
Apenas se lança à frente.
Impiedoso, apressado,
Irreverente...

Recolho meu coração
Da beira do tempo...

Regresso à plenitude de mim,
Rompendo a placenta do medo
Com fúria de feto valente
Saído da escuridão e silêncio...

Encontro a outra margem do tempo
Onde reverencio e repouso
Um coração ressuscitado.

(Val)



22 de abril de 2011

11 de fevereiro de 2011

BELIEVE ME


BELIEVE ME

Preciso que tu saibas
Das pendências e do pêndulo
Que não desiste de chamar-te
Para junto da semente...

Preciso conversar de amor,
Do carinho e do cheiro,
De ti e contigo...

Dá-me uma chance de reconstruir ou
Destruir de vez
A sensação de falência múltipla
Dos sentimentos...

Dá-me a ti por alguma eternidade?
Devolvo-te à próxima esquina...

Believe me!
(VALéria CRIStina) - Ontem ...

2 de fevereiro de 2011

AMÉM



Dá-me forças, Senhor,
Para erguer o peso do tempo,
Subir as escadas do inevitável,
Não machucar nas pedras
Os pés que tanto buscam,
Tropeçam e, humildemente,
Enxugam a dor do cansaço
Num rastro de algum momento
E continuam tropeçando,
Feridos e muito cansados...

Livra-me, Pai, daquele espinho
Que mais me fere.

Amém!
(VALéria CRIStina)

27 de dezembro de 2010


Então,...FOI Natal...

24 de dezembro de 2010

22 de dezembro de 2010

Preciso correr!





Preciso correr!!

O tempo me persegue!!!
Sempre que penso em desistir
Sei que é o tempo
Que ‘acabou’ de me roubar
Uma fatia de esperança...



(VALéria CRIStina)

20 de dezembro de 2010

CREPÚSCULO




Não sei se assumo o cansaço ou
Se insisto em erguer
A taça e bebo o vinho...

Nem sei se me empolgo,
Divirto-me ou
Deixo como está: mormaço...

Acostumando-me a ninguém,
Aceitando doses de ‘nada’,
Delicadamente e simplesmente
Assumindo o ‘assim é’...

Não sei se já soube
E, já nem sei se hoje sei,
Ou se, por mais algum instante,
Será...

Viajo na embriaguez,
No dilúvio de nós dois...
Admitindo o fato
Irremediavelmente consumado,
Ancorando a solidão
Do barco sem remos
E velas amareladas
À sombra, no cais,
No anoitecer de águas turvas e
Silenciosas...

(VALéria CRIStina)

2 de dezembro de 2010

ONDE ESTÁ A POESIA?




Onde está a poesia?
Procuro porque de mim
Cobram a tua existência...

Não imaginam o ‘parto’,
Nem as sequelas e cicatrizes.
Apenas cobram-te ‘em’ e ‘de’ mim...

Debruço-me naquele riacho.
Em meio a folhas agarro os galhos
[- secos e frágeis - ...],
Ergo ao azul a certeza do teu nascimento...
E, a mim, chegas fragilizada,
Minha poesia em versos reticentes.

Irreverente, ergo-te numa Estrofe Maior!!

Louvo-te, pois és única!
Única por que és minha!
És minha doce fração de existência!
És triste, hoje, em gota de uma lágrima...
Mas, o amanhecer espera-te
No berço, na sonoridade dos versos,
No mais-que-perfeito estilo,
Em modo e tempo...

Chega, minha poesia!!!

Teu é meu coração
Em berço de Paz...

(VALéria CRIStina)

1 de dezembro de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=HakV--x6LXM

18 de novembro de 2010

REVIRAVOLTAS




Além daqui,
Talvez desde ontem...
Porque te amei
E, só porque
AMEI além ...
Além de hoje, ontem,
No ‘sempre’ de nós dois...
Em voltas e reviravoltas,
Em ‘talvez’ e ‘talvez’ e ‘talvez’
Desde antes até depois...

Não!

Não me ames, hoje...

Cuido eu, hoje,
Do nosso amor...

(VALéria CRIStina)


4 de novembro de 2010

PROFUNDAMENTE SIMPLES



Eu amo porque te amo...
Sabes?
Estou por aqui...

Desdobrando as dobrinhas do lençol,
Arrematando a bainha que desarRUMOU,
Alinhavando aquela camisa que desalinhou,
Reforçando as linhas do botão,
Acariciando o tecido...
Tecendo sonhos perfumados de ti...

Lembras?
Que eu prometi endireitar
Aquilo que desagradava a ti?

Então?
Estou por aqui...

Ainda desatando as pendências...
Amadurecendo os fatos,
Vibrando nas fotos,

Desdobrando as dobrinhas do lençol,
Arrematando a bainha que desarRUMOU,
Alinhavando aquela camisa que desalinhou,
Reforçando as linhas do botão,
Acariciando o tecido...
Tecendo sonhos perfumados de ti...

Então?
Estou por aqui...


(VALéria CRIStina)
(Pura metáfora!)

1 de novembro de 2010

METALINGUAGEM ( * )



Vai!
Desaba em tuas entrelinhas
O ‘talvez, o ‘quem sabe?’ ...
Vai!!
Deixa-me aqui em vírgulas,
Em breves instantes de indecisão...
Momentos plenos de amanhã,
Atitudes e sentimentos prováveis...
Vai!!
Não argumente!!
Desconstrói!!
Detona!!!
Quebra a métrica!!
Ignora a rima!!!
Grita teu abandono!!
Cospe no beijo!!
Vomita nas asas do anjo que foste.
Abandona o sonho!!!!
E,...
Vai!!
Rompe os extremos!!
Afoga as delícias de ontem,
Naufraga nesta tua busca falível...
Vai!!!
Sobe no palco!!!
Busca tua platéia!!
Divirta-te em tuas emoções
Fragilizadas, vencidas,
Inconseqüentes, mesquinhas ...
Ilusões pobres e mascaradas!!!
Vai!!
Teu mundo é neutro
Como o mormaço
Que fizeste de nós....
Vai !!
Viva !!
Eu vou!!
Eu vivo!!
Nas vírgulas, nos parênteses,
Nas interjeições...
Eu,...Eu??
Eu vivo, sim!!!
A vida me reescreve...
Ponto.
Parágrafo.

( * ) a palavra explicando a palavra

(VALéria CRIStina)

Hoje...Só,...por hoje....

24 de outubro de 2010

POETISA NUA






Conto quantos contos conto
Na esperança de desencontrar
O desencanto...
Que desfaz em mim
O dom, o tom,
A cor da poetisa
Emaranhada no desconforto
Desse descanso não opcional...

Versos, rimas, métricas,
Eu lírico??

Onde??

Nos contornos do ser falido,
Na falsa transparência
Do ser mal feito
Nas turvas curvas sem caminhos.

E, lá por longe,
Foi-se a poesia
Sem sandálias e versos,
Despida e desencantada...
A poetisa nua
Em versos de dor...
Dolorosas verdades...

(VALéria CRIStina)

(Noite,...outubro/2010,...Vazio....)

16 de outubro de 2010

HOJE


Como é difícil ‘transbordar’ com coerência...
Hoje, a poesia é passado.
A lágrima alaga o que é.
Como é difícil transbordar com ‘bom senso’...

Silencio.

E, em silêncio,
Derramo versos calados.

A rima já se desfez.
O céu é distante demais.
As estrelas não brilham.
A lua dorme.

Como é difícil transbordar
Em silêncio...


(Hoje,..SÓ Valéria,...SÓ...)

29 de setembro de 2010

TRANSBORDANDO...


Ela amanhece.
Inspira o ar que ainda lhe resta
Do peito, pela boca,
Em vocábulos noturnos.
E, em caos, expele
Os cacos de sonhos.

Soluça e suspira.
Debruça e espia
As voltas do mundo
Em restos de raios do sol.

O vento esbarra na folha seca
Do outono que não se despede.

Ela e, não ele,
Limpa o vinho derramado.
Ergue vazia a taça de fel.
E ela e, não ele,
Dança, dança, dança,
E arruma as tranças,
E trança e trança,...

Finalmente,
Injeta da cápsula
A overdose de vida...

E, amanhece!...
É outro dia!

E, ela soluça e suspira.
Debruça e espia
As voltas do mundo
Sob um resto de lágrima...

Ela se espicha e amolece.
Inspira o ar que ainda lhe resta.
Expele os cacos de sonhos
Das bocas dos fantasmas noturnos...
Esbarra em secas folhas
Do outono que não se despede.

E ela, sem ele,

Amanhece!
(Val,...momento de ...Val,...em,...Val,...somente)

20 de setembro de 2010

Um ANJO em mim


Ambulante!
Abusada!
Alternativa!
Amante!
‘Amarandante’!

Quem és tu no ventre de tantos e tantas?
Por que me julgas?

Saibas que transportei esperança,
Toquei corações,
Bati em portas e adentrei solidão,
E, solitários não abandonei.

Luzes acendi na escuridão.
Amansei corações amargurados.
Só eu sei os momentos inenarráveis,
De compaixão, solidariedade e humildade
A que me curvei.
Só Ele e eu sabemos os ventres e mentes
Que supuramos.

Bendigo a flor que aprendi simplesmente a amar por amar.
Bendigo o vento, a tempestade, as noites,
O breu, o oco, o pequeno...
Bendigo a Ti, Senhor,
E, agradeço Tua presença em mim
Quando eu mais precisei estar ... em Ti!

(VALéria CRIStin@)


(Hoje,...eu fui UM ANJO!! rs)