24 de outubro de 2010

POETISA NUA






Conto quantos contos conto
Na esperança de desencontrar
O desencanto...
Que desfaz em mim
O dom, o tom,
A cor da poetisa
Emaranhada no desconforto
Desse descanso não opcional...

Versos, rimas, métricas,
Eu lírico??

Onde??

Nos contornos do ser falido,
Na falsa transparência
Do ser mal feito
Nas turvas curvas sem caminhos.

E, lá por longe,
Foi-se a poesia
Sem sandálias e versos,
Despida e desencantada...
A poetisa nua
Em versos de dor...
Dolorosas verdades...

(VALéria CRIStina)

(Noite,...outubro/2010,...Vazio....)

16 de outubro de 2010

HOJE


Como é difícil ‘transbordar’ com coerência...
Hoje, a poesia é passado.
A lágrima alaga o que é.
Como é difícil transbordar com ‘bom senso’...

Silencio.

E, em silêncio,
Derramo versos calados.

A rima já se desfez.
O céu é distante demais.
As estrelas não brilham.
A lua dorme.

Como é difícil transbordar
Em silêncio...


(Hoje,..SÓ Valéria,...SÓ...)

29 de setembro de 2010

TRANSBORDANDO...


Ela amanhece.
Inspira o ar que ainda lhe resta
Do peito, pela boca,
Em vocábulos noturnos.
E, em caos, expele
Os cacos de sonhos.

Soluça e suspira.
Debruça e espia
As voltas do mundo
Em restos de raios do sol.

O vento esbarra na folha seca
Do outono que não se despede.

Ela e, não ele,
Limpa o vinho derramado.
Ergue vazia a taça de fel.
E ela e, não ele,
Dança, dança, dança,
E arruma as tranças,
E trança e trança,...

Finalmente,
Injeta da cápsula
A overdose de vida...

E, amanhece!...
É outro dia!

E, ela soluça e suspira.
Debruça e espia
As voltas do mundo
Sob um resto de lágrima...

Ela se espicha e amolece.
Inspira o ar que ainda lhe resta.
Expele os cacos de sonhos
Das bocas dos fantasmas noturnos...
Esbarra em secas folhas
Do outono que não se despede.

E ela, sem ele,

Amanhece!
(Val,...momento de ...Val,...em,...Val,...somente)

20 de setembro de 2010

Um ANJO em mim


Ambulante!
Abusada!
Alternativa!
Amante!
‘Amarandante’!

Quem és tu no ventre de tantos e tantas?
Por que me julgas?

Saibas que transportei esperança,
Toquei corações,
Bati em portas e adentrei solidão,
E, solitários não abandonei.

Luzes acendi na escuridão.
Amansei corações amargurados.
Só eu sei os momentos inenarráveis,
De compaixão, solidariedade e humildade
A que me curvei.
Só Ele e eu sabemos os ventres e mentes
Que supuramos.

Bendigo a flor que aprendi simplesmente a amar por amar.
Bendigo o vento, a tempestade, as noites,
O breu, o oco, o pequeno...
Bendigo a Ti, Senhor,
E, agradeço Tua presença em mim
Quando eu mais precisei estar ... em Ti!

(VALéria CRIStin@)


(Hoje,...eu fui UM ANJO!! rs)

17 de setembro de 2010

CONVERSA DE BOTEQUIM


E a gente conversa,
E fala, e repete,
E tenta entender,

E volta, e contorna,
Desfaz, desdiz,
E diz o que disse,
E diz que acredita,
E nega o que disse,
E insiste em prosear!!

E a gente ri.

A gente se agacha, se enrosca
E se inspira.
A gente suga da vida o que ainda não foi.

E, proseando,
Acreditando no hoje,
No sorriso de agora,
A gente é feliz,
E a gente se encanta...

E a gente contorna, e revira,
E emerge num sorriso.

E, a gente se agacha, se enrosca
E se inspira.
A gente suga da vida o que ainda não foi.

“Garçom? Por favor? Mais uma dose.”

Amanhece.


(VALéria CRIStina)

FORTE!!! VERDADEIROOOOOOOOOOO!!!

8 de setembro de 2010

Considerações sobre o TEMPO...



É preciso que o TEMPO
Não seja apenas um vilão imbatível,
Um covarde ladrão de momentos e vida.
É preciso que permitamos ao TEMPO
Um amigo que acolhe e consola,
Um mensageiro de boas novas, um aliado.

É preciso correr com e junto ao TEMPO...
Agarrar suas entranhas
E dele sugar o néctar,
O bom, o belo, o prazer...
Saborear suas deliciosas manhãs,
Degustar cada doce fração de agora...

Para o FIM corre o TEMPO.
Freá-lo, impedir o seu curso...
Impossível!

A ESPERA é a ponte entre nós e o TEMPO.
A FÉ, parceira da ESPERA,
É o caminho além da ponte,
É o que no tempo ainda não vemos,
Não sabemos, ...mas, acreditamos...

(Valéria Cristina)


30 de agosto de 2010

O MAIOR E MELHOR CORAÇÃO


Não há maior ou melhor espaço
Do que o meu CORAÇÃO!
Nele degusto e manuseio a vida,
Fortaleço a esperança,
Acalmo o pânico,
Amanheço com os sonhos,
Acalento os medos em noites escuras...

Em meu coração dançam as flores,
Brincam as estrelas,
Aninha-se a lua...

O Sol, às vezes, se intimida
Diante de tanta ‘festa’.

Mas, de perto, a Leoa
Não o descarta e o abraça...
A Águia o perdoa pela timidez,
Insensatez,...e o talvez...
E, o maior e melhor coração
Em brotos e em flechas de raios,
Faz a vida dançar e dançar e dançar, ....
Até que os momentos sejam
Festa, festa e, só festa...
Novamente...

(ValCris hoje,...pq HOJE é o melhor dia de todo o meu "tempo" por aqui...HOJE eu tenho chances e muitas changes de recomeçar, reagir, reconstruir, reviver, reaver e seguir do jeito que eu escolher... ....E, Assim Seja!)

19 de agosto de 2010

SIMPLES


O coração transborda e,
Inevitavelmente,
Se afoga
Na escuridão do ‘não sei’...

E, tudo fica meio assim,
Meio ‘côncavo’,
Meio pr’á lá, ...
Longe do que imaginamos,
Do que sonhamos,...
Do que poderia ser simples.

Mas, a gente segue...
E, quando amanhece,...
Sempre somos do jeito,
Exatamente do jeito,...
Que a alma precisa para...
Permanecer...
(Val...Hoje, somente e puramente VAL)

31 de julho de 2010


Canto!
Suavizo a solidão
Em gemidos de alegria.
Sonho!
Entre nuvens e o mar azul
Acarinhada pela brisa
Brisa e asas...
Asas azuis e asas brancas...
Asas e brisa,
Brisa em asas de anjo
Anjo de pele morena
E cheiro de gente...
Gente de asas
De borboleta em pólen na flor
Na flor, o néctar e o sabor.
Canto!
Canto canções de ninar
Minh’alma amante
Amante alma
Das esquinas e cantos
Dos ‘finalmentes’ e ‘entretantos’...
Canto!
Clamo o dia
Comemoro o entardecer.
Choro!
O choro da noite sem asas
Asas desmanchadas, sem cor...
Adormeço!

(VALéria CRIStina)

10 de julho de 2010

O VENTO QUE PASSA


O vento passando,...
O vento que passa
É o que deslumbra,
Encanta, incomoda,
Desfaz, refaz,
Incendeia, acalma,
Deixa rastros, restos,
E, se escraviza
Em passado.

O vento!
O vento que NÃO volta...

Mas, há outros ventos!!
Outras tempestades
De flores e encantos,
Magias inenarráveis,...
Ventos ascendentes,
Ventos deliciosamente
Contornados, recheados
De sol, luas e prazeres
De hoje,...
Ventos de tardes e noites
Derramados
E lambuzados de amanhecer!!!

Façamo-nos manhã!!!
Vivamos!!
Permitamo-nos cada carícia do
Vento que passa!!!!


(VALéria CRIStina)

27 de junho de 2010

POR TI, SOL!


Mesmo que os olhos não te alcancem
E a voz emudeça,...em mim,...

Vadia vagueo ao vento
Que varre o vazio da tua ausência,...

Vida minha,
Que em Sol Maior acaricia
Cordas e traves da viola apaixonada
Em raios e luas ensolaradas,...

E, o mundo acorda,... e o dia amanhece,...
E, o sorriso corre ao vento
Que recolhe o momento da vaga noite
Que se transformou em condão , em vara,...
E varou o céu ,...
Ao teu encontro...
E,...aqui está!!!

Por ti, Sol!!!

(VALéria CRIStina)

20 de maio de 2010

Encanto




Onde existiu o ENCANTO
Com certeza, ainda dançam as fadas,
Os anjos e as crianças...
Onde existiu o ENCANTO
As flores se multiplicam,
O vento é macio,
A noite é de estrelas,
E o sol é um conjunto
De raios de alegria
Alimentando a esperança
Do ETERNO,...
Do ENCANTO-PARA-SEMPRE...

AMÉM!!!


(Maio/2010)

14 de maio de 2010

UM DEUS E UMA MULHER



Há um palco
Às vezes iluminado,
Às vezes sombrio,
Entre o que me é permitido
E o que sou...

Há uma ponte
Entre o abismo do agora
E o momento depois...

Há uma força que me enlaça
E, uma outra, que me liberta.

Há o Deus que permite.
Hã o Deus que conduz.
Há o Deus que Ama.
Há o Deus que freia e alerta.

Há um mesmo Deus.
Há uma mulher.
Nem sempre a ‘mesma’.
Mas, sempre a mulher
Que quer o Deus
Que a conduz, que a ama...
E a quer,...feliz!!!

(VALéria CRIStina)

4 de maio de 2010

EU SEI !!


Já nem sei se vou,
Se insisto ou se recuo.
Já nem sei se volto e resisto,
Acredito e me converto
E te odeio ou te aceito.

Já nem sei de nada e,
Sei que quase nada sei
Nesses momentos de reflexos,
Reflexões e refazendas.

Já nem sei se doo,
Se voo, se liberto,
Se deixo roer, se cobro,
Se machuco ou,... me curo.

Já nem sei se me permito levar,
Ou se acredito e me esforço em continuar.
Já nem sei se rodeio ou rodopio,
Se dou voltas ou se volto pr’á ficar...

Já nem sei de nada.
Só sei o que já nem sei
De tudo que deveria...
Quem sabe?? Saber??

(VALéria CRIStina)

18 de abril de 2010

O DESTINO ...




O destino...

Esse menino!

Que atropela o que planejo

Que tem a faca e o queijo

Guloso e irreverente

Engole os sonhos da gente

Esse menino!

O destino...

Com jogadas de escanteio

Misturando o fim e o meio

Querendo ter sempre razão

Menino sem coração

O destino...

Esse menino!!!

(VALéria CRIStina)

17 de abril de 2010

16 de abril de 2010

SE CONDICIONALMENTE, SE...




Se tu hoje fosses hoje
O que prometestes ontem...
Se ainda buscasses tudo:
O encanto, a ilha de pescadores,
O azul, o mar de verdes águas,
Um espaço ‘quarto-e-sala’...

Se tu realmente acreditasses
Nas flores, na lua, nas estrelas,
Na Luz em nós....

Se tu continuasses daquele jeito,
Naqueles momentos,
Quando dedilhávamos a poesia do nosso amor,...
E, à ansiedade pela eternidade,
Juntos enlouquecíamos de prazer
Em intensos dias-para-sempre...

Se,...
Condicionalmente,...SE...
Então, certamente, a vida...
Seria bem mais do que este agora...
Seria aquele DEPOIS,
Seria SEMPRE
E, sempre seríamos
Bem mais do que
Duas vidas que seguem...!


(VALéria CRIStina)