31 de outubro de 2008

À beira de um tempo...


Repouso meu coração
À beira de um tempo...

(Descanso necessário,
Momento de cicatrização.)

E o tempo não acolhe,
Não cuida, não estanca,
Não perdoa, nem lamenta.
Apenas se lança à frente,
Impiedoso, apressado,
Irreverente...

Recolho meu coração
Da beira de um tempo...
Regresso na plenitude de mim,
Rompendo a placenta do medo
Com a fúria do feto faminto
Cortando o cordão e as cordas
Saciando-me do amniótico líquido...
À beira de um tempo
Devolvendo á vida
Um coração ressuscitado.

(Val)


5 comentários:

AneteMG disse...

Oi! Minha querida Val!
Amei esta estrofe:
E o tempo não acolhe,
Não cuida, não estanca,
Não perdoa, nem lamenta.
Apenas se lança à frente,
Impiedoso, apressado,
Irreverente...
Que seu final de semana seja tranquilo!
Amanhã indo a Aparecida pagar promeça do meu filho não estar com meningite como os médico cogitaram semana passada
Bjos
Anete

Tatiana disse...

Oi Linda Val...
Confesso que me encanto a cada dia amis com sua forma de expressar sentimentos em palavras.

Uma semana repleta de dádivas para vc!

Mil beijos

Tatiana disse...

Minha Linda Amiga Val!
Vc sabe que apesar de virtual sou real né?rsrs
E precisando conte sempre comigo!

Mil beijos

lola disse...

Percebo seu re-nascer, e é só.

E. disse...

Descobri seu blog e confesso que me encantei. Parabéns pela sensibilidade!